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8 de Abril de 2020

A Felicidade Precede o Sucesso

OTT Contabilidade
Publicado por OTT Contabilidade
há 2 meses

Shawn Achor viveu intensamente intramuros na Universidade de Harvard por mais de uma década, como aluno e professor. Com seus estudos, descobriu, ao contrário do que se tinha como certo, que não precisamos de sucesso para ser felizes, mas precisamos ser felizes para alcançar o sucesso.

Longos anos de pesquisas revolucionárias nos campos da Psicologia Positiva e da Neurociência demonstraram que a relação entre sucesso e felicidade é, na verdade, o contrário do que se costuma acreditar. Agora sabemos que a felicidade precede o sucesso, e não resulta dele.

Mais de duzentos estudos científicos revelaram que a felicidade leva ao sucesso em praticamente todos os âmbitos de nossa vida, inclusive casamento, saúde, amizade, envolvimento comunitário, criatividade e, em particular, nosso emprego, carreira e negócios.

Se o sucesso levasse à felicidade, todo trabalhador que conseguisse uma promoção ou qualquer pessoa que já atingisse uma meta de qualquer natureza seria feliz. A cada vitória, a nossa meta é empurrada para frente, de forma que acabamos perdendo a felicidade de vista.

E como os cientistas definem a felicidade? Basicamente, como a experiência de emoções positivas. Implica um estado de espírito positivo no presente e uma perspectiva positiva para o futuro. O principal propulsor da felicidade são as emoções positivas, já que ela é, acima de tudo, um sentimento.

As emoções positivas expandem o número de possibilidades que processamos, fazendo sermos mais ponderados, criativos e abertos a novas ideias.

Quando algumas pessoas se deparam com adversidade, elas simplesmente deixam de procurar maneiras de transformar fracassos em oportunidades ou transformar o negativo em positivo. Outras pessoas, as mais bem-sucedidas dentre nós, sabem que não é a adversidade em si, mas o que fazemos com ela, que determina nosso destino.

Podemos capitalizar o chamado benefício da felicidade para melhorar nosso desempenho e maximizar nosso potencial. À medida que avançamos no tempo aprendemos novos fatos, realizando novas tarefas e tendo novas conversas, o nosso cérebro está constantemente mudando e se reconfigurando para refletir essas experiências.

Quanto mais realizamos uma determinada ação, mais conexões se formam entre os neurônios correspondentes. Quanto mais forte é esse vínculo, mais rapidamente a mensagem pode percorrer o caminho. É isso que faz um comportamento parecer automático ou instintivo.

E mais. Da mesma forma como comida e o ar, precisamos dos relacionamentos sociais para prosperar. Por isto que, quando temos uma comunidade de pessoas com as quais podemos contar (um parceiro na vida, parentes, amigos, colegas), multiplicamos nossos recursos emocionais, intelectuais e físicos. Recuperamo-nos mais depressa dos contratempos, realizamos mais e temos um maior senso de propósito.

Quando formamos um vínculo social positivo, a oxitocina, um hormônio indutor do prazer, é liberada em nossa corrente sanguínea, reduzindo imediatamente a ansiedade e melhorando a concentração e foco.

Estudos demonstram que cada interação positiva que os colaboradores têm no decorrer de um dia de trabalho efetivamente ajuda seu sistema cardiovascular a voltar aos níveis de repouso. Cada conexão também reduz os níveis de cortisona, um hormônio relacionado ao estresse, o que os ajuda a se recuperarem mais rapidamente do estresse no trabalho e os ajuda preparar melhor para lidarem com a pressão no futuro.

De todos os vínculos sociais que temos no trabalho, o relacionamento entre chefe e colaborador é o vínculo social mais importante que se pode cultivar. Quando esse relacionamento é forte, as empresas colhem os benefícios. Pesquisam comprovaram que os colaboradores (empregados) com fortes vínculos com o chefe geraram mais receitas para a empresa do que aqueles com vínculos frágeis ou fracos.

Autor: Achor, Shawn. O jeito Harvard de ser feliz: o curso mais concorrido de uma das melhores universidades do mundo. Tradução de Cristina Yamagami. São Paulo, Saraiva, 2012.

Resenhado por:

DEUSMAR JOSÉ RODRIGUES

Contador e Advogado

CONTATO:

www.ottcontabilidade.com.br

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